Que violência é essa?

05/03/2013

Que violência é essa?

Chegamos ao ponto em que a desgraça do outro é espetáculo para os demais

Preparava um risoto e gesticulava com os braços enquanto conversávamos e ríamos de causos italianos quando ouviu súbito um noticiário na TV. Pairou a colher de pau no ar, bateu a mão direita na pia, retorceu o corpo, franziu a testa e afirmou séria olhando para mim: “Eu tenho medo de jornalista. Desculpe, sei que você é jornalista. Não sei como é em seu país, mas aqui na Itália eu não confio neles. Eles são perigosos e não respeitam ninguém. Fazem da dor de uma família um espetáculo. Invadem o seu espaço sem pedir permissão e quando você fala eles distorcem os fatos e publicam aquilo que querem. Eles não querem o seu bem…”. O semblante triste e os olhos marejados transpareciam o desgosto daquela italiana…

Não é a primeira vez que escuto alguém dizer que tem medo de jornalista. Diante do comportamento dos repórteres em duas tragédias (entre muitas outras) que ocorreram no Brasil há pouco mais de um mês, ouvi calada e não tive coragem de revidar o que aquela senhora me disse. Apenas refletir sobre a violência, em todos os sentidos, que estamos sofrendo dia a dia. Inclusive por quem faz o jornalismo.

O mês de janeiro foi marcado, para mim, pelo brutal assassinato do meu irmão no Rio de Janeiro, e o incêndio, no Rio Grande do Sul, que deixou 200 e tantos mortos. O Elton Leiva Carneiro, 29 anos, foi morto na madrugada do dia 14 enquanto dormia em um ponto de ônibus. Ele voltaria para casa pela manhã. Alguém com uma força macabra esmagou a cabeça e esfaqueou o corpo dele. Meu irmão dormia de lado com uma mão debaixo da cabeça e a outra próximo ao peito. No sono profundo em que estava lá permaneceu. A pancada foi tão intensa e precisa que o corpo não se mexeu. As pernas permaneceram uma sobre a outra na mesma posição em que se está dormindo…

O que leva alguém a cometer um ato como esse? Não cabe a mim ou a minha família investigar ou julgar quem fez isso com o Elton. Por mais doloroso que seja, nada vai trazer ele de volta. Mas cabe a mim questionar como a notícia foi divulgada.

Estava de passagem por Amsterdam quando recebi o telefonema da minha mãe, aos prantos, dizendo que uma mulher anônima havia ligado e dito sem rodeios: “Mataram o seu filho. O seu filho está morto aqui…” Cheguei a pensar em um trote. Ouvi atentamente as poucas informações que a minha mãe conseguiu prestar atenção e liguei para várias delegacias Civil e Militar da capital do Rio e da cidade de Campos, hotel etc, até chegar ao celular do policial que estava no local e confirmar que aquele corpo que estava estirado no chão, sem documentos, tinha um nome e era parte de uma família. Foi difícil acreditar, mas era de fato o meu irmão.

Enquanto percorria as informações sobre o homicídio e a minha família seguindo para o local, um jornal carioca estampava na página online a foto do corpo do meu irmão, com outro nome e informações completamente desencontradas. Soube disso por meio de familiares, no Espírito Santo, que faziam uma busca na internet porque sabiam, como me disseram, que os jornais publicariam algo de imediato.

Será que este indivíduo que publicou a notícia apurou a informação? Ou será que este sujeito empolgado com o furo da notícia bombástica e impactante resolveu vender a informação de imediato de modo que fosse acessada e compartilhada por milhares? Será que se deu ao trabalho de lembrar que do outro lado desse espetáculo sombrio existe a dor de uma família? Por que este indivíduo não procurou o meu irmão caçula ou os meus pais que foram ao local para reconhecer e liberar o corpo do Elton? Porque se faz um estardalhaço tão grande diante de uma tragédia?

A minha reação foi pedir aos familiares para não acessarem aquela notícia no computador da minha mãe e proibir que comentassem a matéria com a mesma. Ela foi ao local, mas permaneceu no carro como me prometeu. O meu pai saiu do carro para ver e entrou em estado de choque emocional. Quanto ao jornal, foi apenas mais uma decepção entre tantas outras. No dia seguinte, quando a notícia foi publicada no jornal impresso parte das informações havia sido modificada. Ainda assim, apenas um exemplo, na internet ele era Marco de Cachoeiro de Itapemirim, e no impresso era Elton de Guarapari. A verdade é: Elton, nascido em Cachoeiro de Itapemirim e morador de Marataízes, ES.

Você pode dizer: isso é só um detalhe. Eu sei que é apenas simbólico, mas esse jornalismo sem escrúpulos com a intromissão de vidas privadas para chamar a atenção precisa ser barrado. Aprendi com Mazzini que a Ética Jornalística “diz”: objetividade, veracidade, precisão e imparcialidade.

A história italiana é sobre uma garota de 13 anos que desapareceu em novembro de 2010 na cidade de Brembate di Sorpa, na região da Lombardia. Dias depois do sumiço da menina, um programa de TV sensacionalista divulgava ao vivo que haviam encontrado o corpo da adolescente e estavam indo ao encontro dos familiares. Um choque para aqueles que ainda tinham a esperança da garota estar viva. A notícia era falsa. O corpo da garota só foi descoberto três meses depois. Até hoje os assassinos não foram encontrados. “Não tenho muito estudo. Posso ser uma ignorante para muitos, mas para mim alguma coisa só pode ser dita quando for comprovado que é verdade. Diga-me, estou errada?”. Tiziana me questionou com a voz embargada. “Não, a senhora está certa”. Respondi.

Citando Santa Maria (a história completa vocês sabem muito mais), do mínimo que acompanhei de longe vi que poucas horas depois da tragédia, a imprensa e algumas autoridades citavam as possíveis causas e responsáveis pelo incêndio na boate Kiss. Mas o que me chamou atenção foram as condenações imediatas dos culpados, entre eles os seguranças. Momentos seguintes surgiam considerações dizendo que eles eram heróis. Como ser vilão e herói ao mesmo tempo?

É isso o que eu não entendo. Espera um pouquinho e faça a apuração dos fatos como ela deve de ser feita. Escute as duas ou mais partes envolvidas. Ouça. Apenas ouça o que o outro tem a dizer. Isso não quer dizer somente em palavras. Tudo a sua volta pode falar…

Que concepções superficiais de jornalismo são essas? O que nos impede de ouvir o outro? Perguntas simples como “O quê? Quem? Onde? Como? Porquê?” Aonde ou onde foram parar?

Eu gostaria que os repórteres se recordassem que a notícia deve ser feita com isenção. Não com achismos de quem escreve. Porque se fala tanto? Escreve-se tanto nas redes sociais, nos sites… Dizem que estamos tão interconectados a tudo mas ao mesmo tempo sinto que estamos tão distantes de princípios éticos singulares do cotidiano.

Aos 19 anos trabalhava em um redação e por não concordar com o jornalismo que presenciava resolvi cursar uma faculdade em busca de qualificação. Sim, na faculdade professoras como Emilia Manente e Ana Meneguelli me ensinaram que alguns dos princípios básicos do jornalismo é saber ouvir e observar. E hoje tenho visto os jornais como aquela brincadeira do telefone sem fio. A informação sofre um ruído e é repassada de forma distorcida.

Lembro que logo depois de produzir um documentário (com a Sandra e a Marina) sobre o jornalista José Hamilton Ribeiro uma fala minha foi publicada completamente alterada. A frase “…tentar fazer um pequeno documentário sobre o Zé…” saiu “…fazer um ótimo documentário…”. Algo muito presunçoso para uma mera estudante de comunicação.

Quando era estagiária em uma TV torcia calada para que algumas pautas de polícia caíssem (não serem divulgadas). Uma torcida em vão porque a linha editorial do jornal era polícia. Eu não conseguia compreender porque as pautas de cultura, lazer ou qualquer outro projeto, que para mim incentivariam o bem, eram substituídas pela violência. Tanto no impresso como na televisão. Um colega uma vez me disse: “Querida, acorda! Você não percebeu que violência vende?”.

Que violência é essa? Até quando vamos continuar espremendo sangue nos noticiários? Até quando a morte de um cidadão será dada como show de informação?

Devemos ser informados de tudo? Sim. Mas existem diversas formas de noticiar algo de maneira responsável. Sem afetar o outro.

Quer exemplos? Eu ainda acredito no jornalismo do José Hamilton Ribeiro (minha inspiração desde criança e hoje um amigo), do Ricardo Kotscho, da Eliane Brum e tantos outros bons. Daquele jornalismo que sabe o valor da escuta. É possível? Basta ver que eles ainda estão aí trabalhando e exercendo a profissão com qualidade e respeito.

Repito, nada vai trazer o meu irmão de volta. Muito menos amainar a dor da minha mãe, um senhora de 69 anos que… Ela é mãe. Ponto. Esta palavra já descreve o bastante. Ou desfazer o estado de choque do meu pai, que também já sofreu uma tentativa de homicídio enquanto trabalhava. Local que eventualmente era assaltado. A conseqüência, uma aposentadoria por invalidez.

Por telefone ouvi: “A investigação concluiu que o seu irmão foi confundido como um morador de rua. O que leva a crer que o crime foi cometido por um grupo exterminador de mendigos… Você sabe né, agora aqui no Brasil tem muitos…” Um silêncio, um vazio e um sufoco impotente, se assim posso me expressar, tomaram conta de mim. Atônica, respondi: “Pelo o que eu sei o meu irmão não era um morador de rua. Uma morte assim deve ter um motivo…”. “Sim, entendo. Mas esses são os fatos. Não podemos fazer mais nada agora. Vamos aguardar…”, respondeu o investigador da Polícia.

E se o Elton fosse um mendigo, deixaria de ser cidadão?

São atos de violência impunes.

Com a revolta e a angustia, principalmente do meu irmão caçula, a frase em um tom desolado que pronunciamos é: “Deixa para lá…” O que podemos fazer? Em quem podemos confiar? A quem recorrer? Querer fazer justiça pelas próprias mãos é vingança e isso não vale a pena. A nossa vida continua. Queremos paz. Na fé da minha mãe, existe uma Justiça Divina que não é tardia e nem falha.

Na verdade, falta segurança para exercitarmos o direito de ir e vir. No Brasil, diz a Constituição, que todo o cidadão é igual perante a lei. Digno das mesmas oportunidades. Será?

Meu irmão não era um santo. Era um homem livre e trabalhador que amava o mar. Quando não estava pescando, viajava o Brasil de carona. Costumava fazer “bicos” na construção civil ou em algo que “descolasse” uma “grana” para sobreviver. Tinha o vício da bebida e era usuário de algumas drogas. Motivo esse de preocupação e discussões entre nós dois. Contudo, da última vez que nos falamos pelo skype ele me surpreendeu ao dizer: “Sandra, você não sabe mas tenho muito orgulho de você. Eu não quis continuar estudando e você aproveitou a oportunidade. Isso mesmo, vá em frente e exerça bem a sua profissão… “

Por ironia, a mesma tecnologia que se usa para publicar notícias ao vento me proporcionou comunicar com a minha família durante todo o velório e assim pude ver o rosto do meu irmão no caixão. Quem fez a maldade ainda deixou os olhos e a boca dele para serem vistos.

Há mais de um ano não apuro nem escrevo, não exerço o jornalismo. Os emails de amigos se acumulam. Faz um tempo eu optei pelo silêncio. Mudei para uma vila no alto de uma montanha. Lavo pratos em um restaurante italiano. Dei um tempo a mim mesma. Busco equilíbrio. Quero conhecer o outro para conseguir entender quem eu sou: minha cultura, minha origem, minha profissão… Gosto da diversidade e de viver em alteridade. Perdi minha identidade. Cansei dos rótulos. E passei a renunciar. A dizer não. A selecionar o que quero e o que eu não quero.

Quando ainda estava no Brasil, trabalhando como jornalista, presenciei dois acidentes de trânsito em menos de um ano, sendo um grave que me resultou nas duas pernas fraturadas e um pé esmagado. Entre os feridos, dois universitários morreram naquele ônibus, em 16 de outubro de 2010.

Sou grata ao trabalho excelente dos dois médicos que me atenderam (público e particular) e a todos os profissionais e amigos que me ajudaram. Hoje caminho normalmente. Todavia, recordo que depois da primeira cirurgia, ainda no hospital público, o médico disse que se eu permanece lá uma perna poderia ser amputada por falta de recursos… O seguro do ônibus alugou uma ambulância e fui transferida para um hospital particular. Consegue imaginar passar mais de seis horas de viagem entre Rio Bonito, no Rio de Janeiro, e Vitória, no Espírito Santo, mastigando paracetamol e mordendo um lençol para suportar a dor ao sentir os ossos rangerem com o balanço do carro? Isso porque esqueceram de me medicar antes da transferência e na ambulância de transporte não havia medicamentos, somente paracetamol. Quando cheguei no hospital particular, não quiseram me atender de imediato. Deveria esperar porque eu não havia os documentos (saqueados no acidente) e algumas questões burocráticas deveriam ser ajustadas… Prestar socorro ao próximo sem distinção, ainda existe isso?

Você está lendo apenas um relato particular. Sabemos que são milhões de descasos e impunidades que estão à nossa frente. Uma deficiência crônica que existe no sistema educacional, na saúde, na segurança e nos meios de comunicação.

Jornalistas, hospitais e policiais. Existem? Sim. Eles estão aí. Há uma boa parcela de bons. Mas a grande parte funciona pela metade ou é apenas uma representação. O que a gente pode fazer para mudar isso? Gostaria de acalmar o medo da Tiziana, o meu e o de muitos outros.

Espero que a (nossa) estupidez humana dê lugar a (nossa) responsabilidade.

Obrigada por ter lido este email.

Edsandra Carneiro

E-mail recebido da amiga Edsandra Carneiro em 18 de fevereiro de 2013 e publicado aqui com o seu consentimento.

Obrigada Ed, por nos conceder uma reflexão por meio de fatos da sua própria vida!

Como eu disse pra ela própria, ao ler seu email lembrei de um vídeo que tinha assistido recentemente, de uma jornalista sensata, que também desabafou, mas ao vivo no telejornal:

Regra do impedimento – p/ mulheres!

27/06/2011

Hello people!!

Meninas do meu Brasil, essa é pra vcs!!! rsrs

Para todas aquelas que como eu não entendem muito ou nada de futebol rsrs

D+, né? huaehau

Bjao!! Thanks pela visita!!!

Agradecimento: a meu namorado Rafael que me mostrou isso pra me zuar mas tá valendo!!! rsrs Te amo, bb!

Veja o restante em:

Retirado de: http://mentirinhas.com.br/10aprendendo-com-o-coala-10/

De volta…

27/06/2011

Pois é… tava relendo o útimo post que deixei, quando estava com o coração partido e agora, com o coração e a alma renovados, por um amor-mais-que-perfeito (nada melhor, né??), recomeço a postar por aqui.. =]

(L) Te Amo Rafael!!! sempree (L)

em sua homenagem kkkk

 

Um amigo me disse…

16/01/2011
…  que o Amor ….. é forte
que Amar ……….. o coração sabe …. paixão ………… engana
que a paixão engana o coração
e a paixão passa
o amor não passa
Que o amor é cuidar
é você querer o bem
Que amar é você se preocupar
amar é gostar de estar perto e promover ações para estar perto
E que quando se ama …… e você está se sentindo sozinha …. carente ………… a pessoa que você ama ….. é a pessoa que você pensa
que você liga”
Mais uma definição do que é o amor e o que é a paixão. Não é SÓ mais uma, é UMA opinião. Que pode ser absorvida e misturada com todas as outras que já temos em mente, pra tentar entender as coisas do coração.
Mas (que bom!), não há uma verdade absoluta, uma definição perfeita sobre sentimentos tão abstratos quanto esses.
Então, não vou tentar entender, vou viver!
Quebrar a cara, faz parte.
Magoar ou ser magoado, faz parte.
Amar e não ser amado, faz parte.
Viver um amor, recíproco, parece sorte. Mas apenas tinha que acontecer. E ser eterno enquanto durasse.

A TIRINHA QUE EMOCIONOU O MUNDO!

06/12/2010

"A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta." S.Gautam

Quando você era bem pequeno…

…eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições…

… ensinando você a se vestir, amarrar os cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa…

Limpando-o quando você sujava suas fraldas lhe ensinando a lavar o rosto, a se banhar, a pentear seus cabelos…

…lhe ensinando valores humanos…

Por isso…

…quando eles ficarem velhos um dia…e seria bom que todos pudessem chegar até aí (não preciso explicar…não é?)

…quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder…

…não se chateie com eles…

…quando eles começarem a esquecer de fechar botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato…

…quando eles começarem a se sujar nas refeições…

…quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo…

…por favor, não os apresse…porque você está crescendo aos poucos, e eles envelhecendo…

…basta sua presença… sua paciência… sua generosidade… sua retribuição…

…para que os corações deles fiquem aquecidos…

…se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito…

…segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada… da mesma forma como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar…

fique perto deles…assim como…

…eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você… torcendo por você…

e vivendo "POR VOCÊ"

AMOR ou SOFRIMENTO

18/11/2010

“Existe um amor, mas é com ciúmes.
No entanto, não é amor, é causa de sofrimento.
Existe um amor, mas é com a Ira.
No entanto, não é amor, é causa de sofrimento.
Existe um amor, mas é com o ego.
No entanto, não é amor, é causa de sofrimento.
Existe um amor, mas é com apego.
Portanto, não é amor, é causa de sofrimento”

(Lama Norbu desde a Grande Montanha CB)

“Tô cansado de ser enganado…”

05/11/2010

Essa frase é do meu ex-professor de Fotografia.. ai ai quanto ri com ele. Adorava suas aulas ^^

Mas então gente, outro dia eu fui tomar um iogurte, veja só era apenas um inocente iogurte:

Tomei o q achava ser meu iogurte, ja ia jogar a embalagem fora mas notei no rótulo a seguinte frase:

Powwwww, tô cansada de ser enganada!!!
Eu comprei um IOGURTE que NÃO É iogurte!!!
Mas pelo menos esse avisou né.. Pq deve ter tantas coisas que nos enganam e a gnt consome feliz da vida achando que é mesmo o q ñ é!!! rsrs

Preste atenção nos rótulos antes de comprar einn pq senao vc pode trocar gato por lebre, ou melhor, iogurte por “bebida láctea”…

Aliás o que é esse falso iogurte senao uns potin de soro de leite com sabor de frutas??! AFF neles! rsrsrs

Inspiração

21/10/2010

Precisamos de inspiração para nos motivar na vida.

Uma poesia pode ser uma inspiração, assim como esta foi para ajudar um grande homem a suportar 27 anos preso num cubículo. Invictus significa invencível.

Invictus

Dentro da noite que me rodeia
negra como um poço de lado a lado
eu agradeço aos deuses que existem
pela minha alma indomável

Nas garras cruéis da circunstância
eu não tremo ou me desespero
E sob os duros golpes da sorte
minha cabeça sangra, mas não se curva

Além deste lugar de raiva e choro
paira apenas o horror da sombra.
E ainda assim a ameaça do tempo
vai me encontrar e deve me achar destemido

Não importa se o portão é estreito
não importa o tamanho do castigo.
Eu sou dono do meu destino
eu sou capitão de minha alma

Extraído do filme Invictus, com Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela. O poema é atribuído ao ex-presidente sul-africano, que o teria escrito para suportar os 27 anos de prisão por sua luta contra o apartheid. Imperdível.

http://acrebaldo.blogspot.com/2010/10/capitao-de-minha-alma.html

Essa foi a versão em português retirada do filme, que particularmente gostei mais do que esta: http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/g12_traducoes_do_ingles/invictus_henley_masini.html Mas essa última é bonita tb, palavras diferentes mas gostei mais do sentido da primeira.

A propósito, assistam o filme Invictus, muito bom! Algumas curiosidades: http://vilamulher.terra.com.br/silvinha10/i-n-v-i-c-t-u-s-9-3941564-68363-pfi.php

futebol de rua

20/10/2010

As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.
3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.
4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.
8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes e quem pegar uma pedra antes.

Se você não jogou futebol de rua na sua infância, sinto muito, pois perdeu uma das melhores coisas da vida.
[recebido via e-mail]

Borboletas

15/10/2010

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas.

Temos que nos bastar…

Nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam,

Elas se completam…

Não por serem metades, mas por serem inteiras dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe, também, que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e, que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”

(Mário Quintana)

Luz e paz

EM TEU JARDIM!

(recebido  via e-mail, num momento oportuno!)


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