O que eu li de melhor (útil) no período pós-eleições

19/11/2014

“Acontece que uma coisa nesse país ocorre uniformemente: Não sabemos perder e nem ganhar. Se nos contrariam já torcemos o nariz. Cortamos relação. Falar de separar o país foi a maior piada que li. E ganhar também nos deixa inchado. Imagino que se Aécio tivesse ganhado seria um inferno de posts que falam do fim da corrupção, o que seria outra piada. Já li até que ele ia ter que começar a roubar do zero, outra piada. Nos conformamos em ser roubados parece. Ninguém lembra que temos que cobrar as coisas dos governantes e que nenhum presidente é super herói. Existem hierarquias as quais devem ser recorridas, muitas coisas são responsabilidade do município, (…).
Me cansei de ver que eu fui pra rua por vinte centavos, vai me desculpar se alguém foi por isso. Eu fui pra uma manifestação sem pensar em “esquerda” e “direita”. Eu fui escancarar pro Brasil que não dá mais pra colocar presidente, governador, deputados e essa cambada toda, um atrás do outro, e eles continuarem fazendo m****!”

“Somos todos Brasil! Eu não sou PT. Eu não sou PSDB! Nem partido nenhum!
Não adianta pregar mudança e só se lamentar. Devemos ser eleitores TODOS os dias!”

by Anna Carolina Faria

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“Para você que está mudando a foto com a imagem da bandeira do Brasil escrito LUTO, deixa eu contar uma coisa:
Do ano de 1964 até 1985 o Brasil viveu sob regime militar, incluindo tortura e censura total, pessoas morriam, eram exiladas e eram mantidas sobre constante pressão e ameaças. Nesse período as pessoas não podiam expressar sua opinião e nem esperar por mudanças, não existia esquerda, nãoexistia direita, exista o regime militar. Não se podia ser comunista ou esperar por melhorias sociais, pessoas eram educadas para serem fantoches do Estado, essa obrigação civil de ir às urnas? Não existia….
Quer saber o que existia? Existiam vítimas, 3 MIL PESSOAS MORRERAM, e outras foram BRUTALMENTE MUTILADAS, pra que esse MALDITO DIA QUE ACONTECEU HOJE pudesse existir. Agora você, sentado atrás de um monitor, se acha no direito de entrar em LUTO, pelo fato de a maioria do seu país ter chego a um consenso através de um direito constitucional e legitimado pelo órgão supremo de seu ESTADO? Tudo bem, talvez o seu candidato não tenha chegado ao poder como esperado, mas você realmente pensa que o que está passando é LUTO? Você tem o direito de se expressar, tem o direito de vomitar em seu teclado o que quiser, mas não deveria falar que está em luto. Sabe quem tem o direito de estar em LUTO? Pais, mães, filhos, e amigos das pessoas que em 1964 sumiram e até hoje não se sabe onde estão, pessoas que não tiveram a oportunidade de chorar sobre o corpo de um amigo. A ignorância é totalmente aceitável, o que não é aceitável é ver pessoas querendo desmembrar seu Estado de um país, fazendo parte de algo maior, que se chama nação. Ainda preciso ler pessoas reclamando do nordeste pela Dilma ter sido maioria? Hoje assim como a cada quatro anos o país viveu um processo democrático, e você não tem o direito de ficar em luto. Pois essa eleição é um direito conquistado sobre o sangue de inocentes, sobre a lagrima de torturados e sobre a saudade de pessoas que nunca mais verão o pai, a mãe, e o filho… Fica somente o sentimento de vergonha, e quer uma dica, troca a foto, ainda dá tempo de você se sentir menos egoísta e hipócrita….

PS: Na foto você tem o Vladimir Herzog, que foi tido como prisioneiro, e que supostamente cometeu suicídio, mas que todos sabem que foi ASSASSINADO, quer ficar em luto, fica por ele, pois graças à pessoas como ele, você pode votar hoje…”

Retirado do facebook de Victor Albuquerque: Post kibado sem vergonha alguma do Alessandro Augusto Arruda Basso, que kibou de Carolina Baghin que, por sua vez, kibou de Lucas Dall’Aqua Di Fonzo.

Obstáculos no Caminho do Amor

27/08/2014
por Paramahamsa Prajnanananda
 

 

“Eu serei seu amigo a partir de agora, por toda a eternidade, não importa se você está no plano mental mais baixo ou no plano mais elevado da sabedoria, eu serei seu amigo, mesmo quando você errar, pois neste momento você precisará da minha amizade mais do que nunca.” Swami Shriyukteshwarji

A vida é uma trilha rochosa e montanhosa. O Caminho do Amor é ainda mais escorregadio e quem anda por este caminho deve ser muito cuidadoso. Viver uma vida cheia de amor é almejar a perfeição. Mas até alcançarmos este estado, é preciso atravessar muitos obstáculos e impedimentos. As dificuldades no Caminho do Amor não são realmente diferentes dos obstáculos gerais encontrados na vida espiritual, na prática da Yoga e da meditação. Ao identificá-los, eles são mais fáceis de serem reconhecidos e superados. Estes obstáculos são descritos nas escrituras iogues de diferentes formas.

EGO

O ego é o primeiro obstáculo. O ego é um estado da mente que leva à arrogância e à agressividade. Quando existe humildade existe amor, compaixão, tolerância e pureza. No início o ego tem uma aparência atraente, mas, por fim, ele se torna muito perigoso. Por que as pessoas são egoístas?

No Bhagavad Gita (XVI:18), há uma descrição das pessoas com qualidades egoístas:

ahankaram balam darpam kamam krodham ca samsrtah

mamatmaparadehesu pradvisanto’bhyasuyakah

Tendendo ao egoísmo, à força bruta, à arrogância, à luxúria e à raiva, estas pessoas maliciosas Me odeiam e duelam dentro dos seus próprios corpos assim como nos corpos dos outros.”

Num jardim existem muitos tipos de flores. Existem flores pequenas como bem-me-quer e há também rosas e flores de lótus. As flores possuem diferentes cores e tamanhos e cada uma tem uma fragrância particular e floresce em diferentes estações. Mas as flores não possuem ego.

Há uma história sobre dois cisnes que gostavam de nadar em um lago em particular. Eles se encontravam neste lago com tanta frequência que se tornaram amigos de uma tartaruga. Um dia os cisnes ouviram que o lago seria drenado e avisaram a tartaruga para que ela se mudasse para outro lugar, já que lá não era mais seguro. A tartaruga ficou triste porque não podia voar como os cisnes. Então os cisnes disseram que ambos poderiam segurar um pedaço de madeira e levariam a tartaruga pendurada pela boca, caso ela se segurasse com bastante força. O plano funcionou, mas quando a tartaruga percebeu que estava voando, ela se sentiu muito orgulhosa. Alguns pastores que estavam observando de baixo ficaram surpresos com a cena e disseram, “Se a tartaruga cair, faremos uma sopa ótima.” A tartaruga, ao ouvir isso, sentiu tanta raiva que abriu a boca para xingá-los e acabou caindo. O ego é a causa da raiva e da queda. 

CAUSAS DO EGO

Nós sentimos o ego devido à nossa natureza complexa. Temos tantos desejos e memórias reprimidas, que acabamos modificando nossa personalidade. Através desta complexidade, o ego se prolifera e com a simplicidade, o ego desaparece. Cinco coisas causam o ego: o ego da prosperidade, o ego do sexo, o ego da saúde, o ego da situação e da posição, e o ego da inteligência e da religião.

Ego da Prosperidade – Mesmo sendo um presente de Deus, as posses materiais desenvolvem um sentimento de orgulho e superioridade em muitas pessoas. O quão ricos podemos ser? Qual é o valor do dinheiro? O dinheiro é eterno? Quanto mais riquezas acumularmos, mais teremos que deixar para trás. Ao nascermos, não temos nada e iremos embora de mãos vazias. O dinheiro é útil, mas não deixe que ele governe a sua vida. Use as riquezas de forma inteligente.

Ego do Sexo – Deus criou o homem e a mulher à Sua própria imagem. Cada um tem uma função específica. O homem é maior do que a mulher ou a mulher é maior do que o homem? O homem e a mulher complementam um ao outro nesta bela criação de Deus. Um é incompleto sem o outro.

Ego da Saúde, Força e Beleza – A beleza é um atributo que herdamos do nosso karma passado, das nossas ações e também de nossos pais. É uma bênção divina. Mas a saúde, a força e a beleza não são permanentes. Toda flor é bela da sua própria maneira. Quem é forte hoje, com certeza não será amanhã. A saúde é ainda mais precária. Quando se prende a condições incertas, você cai com muito mais facilidade. Agradeça a Deus por aquilo que foi dado a você, em vez de levar ego para sua vida.

Ego da Situação e da Posição – Algumas pessoas estão tão envolvidas consigo mesmas que adoram a sua própria imagem e esperam ser elogiadas o tempo todo.

Em um mito indiano, havia um grande rei que ficou famoso por causa da sua generosidade. Ele dava tudo a todos que pediam. Aos poucos, o ego se desenvolveu. A caridade deve ser feita com humildade e devoção. A caridade feita com ego leva à queda. Vishnu desejou esmagar o ego do rei e encarnou como Vamana, um belo rapaz brâmane que, aos vinte anos de idade, foi até o rei pedir uma coisa. O rei perguntou o que ele desejava. O rapaz respondeu humildemente que queria apenas um pedaço de terra que medisse três passos dados com os seus próprios pés. O rei ficou surpreso e sorriu. “Eu poderia dar a você todo o meu reino,” disse o rei. “Você deveria me pedir mais coisas.” “Três passos é tudo o que eu quero,” respondeu o rapaz. O rei concordou. Então, para a sua surpresa, o primeiro passo do jovem cobriu toda a terra. O rei ofereceu o céu e o segundo passo do jovem cobriu todo o céu. Nada sobrou para o seu último passo e então o rei ofereceu a sua cabeça para que o jovem pudesse apoiar seus pés. O Senhor Vishnu, satisfeito com a submissão do rei, disse-lhe que garantiria a ele qualquer pedido, e então o rei, humilde, pediu para ser seu porteiro. Com os pés de Vishnu em sua cabeça, o ego do rei foi esmagado.

Ego da Religião – Swami Vivekananda declarou uma vez, com grande abertura de espírito, “Que existam tantas religiões quanto o número de seres humanos nesta terra. Que cada um seja forte com amor e devoção. A religião é o estado de união com o Divino. A religião é a realização da perfeição que já existe no homem.”

Infelizmente, devido aos sentimentos de desunião, ignorância e arrogância, a intolerância religiosa existe há séculos. Judeus, cristãos, hindus e muçulmanos não aceitam a fé e as crenças uns dos outros. Este sentimento de superioridade complexo tem sido a causa de muitas guerras e derramamento de sangue. O ego religioso tem destruído muitas vidas inocentes em nome de Deus.

O ego é o maior obstáculo da espiritualidade e do Caminho do Amor. Como nos livrar do ego? Eleve seu ego até o infinito ou reduza-o a nada. Mas não fique no meio. Quando você compreender inteiramente a sua unidade com Deus, este será o caminho que o levará a aumentar seu ego até o infinito.

Nas escrituras védicas foi dito, Aham brahmasmi ou ‘Eu sou Brahman.’ Na Bíblia foi dito, ‘Eu e o meu Pai somos um.’

Isto é o ego supremo. Você também pode eliminar seu ego, através do amor e da humildade, e reduzi-lo a nada. Na verdade, elevar o ego ao infinito ou reduzi-lo a nada, são a mesma coisa.

A INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS ALIMENTARES

Um médico ayurvédico trata as pessoas olhando para os três doshas. Vata, pita e kapha. Vata significa gases, pittasignifica a bile e kapha significa tosse ou muco. As pessoas com vata são mais inquietas e têm problemas de gases. Pessoas com problemas de pitta são nervosas e agressivas e sofrem de problemas digestivos. Pessoas com kapha são lentas, ociosas e tendem a ter resfriado ou tosse. Quem tem equilíbrio nos três dashas, possui a bênção da saúde e do bem-estar.

Os alimentos que ingerimos contêm também estes três tipos de doshas. Alguns causam gases enquanto outros causam tosse ou indigestão. Então é preciso ser cuidadoso ao selecionar aquilo que é benéfico para a saúde.

Da mesma forma, na vida espiritual, há defeitos causados pelos três gunas. São as tendências tamásica, rajásica e satívica. A natureza tamásica causa sono, letargia, dúvida e confusão. A natureza rajásica leva à atividade extrema e à inquietação. A natureza satívica promove a calma e o equilíbrio.

O tipo de alimento que nós comemos possui uma grande influência nas nossas tendências. A comida pode ser classificada como tamásica, rajásica e satívica.

O Chandogya Upanishad declara, ahara suddhau sattva suddhi, sattva suddhau dhruva smrti

Dhuva smruti é boa memória. O poder da memória deve aumentar na vida material e espiritual. Que tipo de comida é boa?

O Taittiriya Upanishad diz:  Adyate’tti ca bhutani, tasmat annam taducyata. Nós comemos o alimento e o alimento nos come.

Assim, o alimento que comemos possui uma grande influência na nossa tranquilidade. A comida é usada de três formas. A maioria é descartada, enquanto uma parte nutre o corpo. Uma parte sutil influencia a mente. Se comemos muito iogurte, por exemplo, ou carne, a nossa mente fica lenta e preguiçosa, já que a maior parte da energia é usada para digerir as proteínas pesadas. Por outro lado, se bebermos muita cafeína, a mente fica nervosa e agitada.

Outra forma de olhar para o que comemos é não ver apenas a comida, mas também o que entra e sai dos nossos órgãos dos sentidos. Aquilo que olhamos e o que ouvimos, pode ser considerado ‘alimento’ e possui uma influência em nossos pensamentos e na nossa mente. O alimento deve ser dado aos sentidos de uma maneira positiva, com o propósito de elevar e enriquecer o nosso amor e a nossa devoção por Deus.

Quem ama Deus verdadeiramente e que anda no Caminho do Amor, acredita que toda a beleza que vemos é um reflexo de Deus. Esta consciência faz com que apreciemos a vida cada vez mais. Tanto quanto possível, agradeça a Deus por todos os presentes que ele tem lhe dado. Ouça boa música, que seja rica e inspiradora. Tudo o que você comer, ofereça a Deus. Esta atitude possui uma grande influência purificadora. Não coma demais. Use cada órgão dos sentidos com muito amor por Deus.

PREGUIÇA OU INATIVIDADE (Styana)

Devemos ser fortes para superar a preguiça. Para chegar ao trabalho na hora certa, levante-se na hora certa. Ao desligar o despertador, se o seu corpo e a sua mente não cooperarem, você se atrasará e precisará correr. As horas da manhã devem ser usadas para fazer o máximo de coisas possível, de forma calma e organizada. Não há garantia do que acontecerá amanhã. Administre o trabalho a ser feito e não deixe para depois. Prorrogar uma tarefa é um sinal de fraqueza. Não deixe de lado sua meditação. Pratique-a regularmente, todos os dias, de maneira sistemática e disciplinada.

 

#bemvindo23

26/08/2014

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demorei, mas postei! obrigada Carol! ;)

 

A Ignorância Causa o Medo

25/08/2014
por Paramahamsa Prajnanananda

O medo nasce da ignorância. Ignorar nossa verdadeira identidade nos faz ignorar o relacionamento com nosso corpo, assim como nosso relacionamento com os outros. O medo também se manifesta devido à ignorância com relação ao destino final do nosso corpo e aos problemas relacionados à saúde e às doenças. O medo é como a escuridão em uma sala. Quando a sala está escura, é preciso apenas acender a luz e a escuridão desaparece. Da mesma forma, é preciso apenas acender a luz do conhecimento para livrar a pessoa do medo. O medo vai embora quando confiamos em Deus e compreendemos que somos seres divinos. Estando Deus em você, você nunca está sozinho. Logo, por que você deveria estar preocupado?

O medo da velhice, das doenças e da morte nos atormenta. Esta é realmente a maneira como desejamos viver? O medo nos enfraquece. Quando deixamos o medo entrar em nossas mentes e corações, somos capturados pela sua ação paralisante. No entanto, este não precisa ser o nosso destino. Existe uma forma de sair da ignorância e aprender como viver sem medo, como viver na verdade e em Deus continuamente.

A Escuridão Cria Confusão

Eu nasci em um vilarejo indiano que não tinha eletricidade. A maior parte das casas tinha telhados de palha que precisavam ser reparados todos os dias, usando palha e cordas feitas de palha. Este trabalho era feito normalmente no verão, durante os meses de Abril e Maio, quando muitas cobras costumavam aparecer devido ao intenso calor. Certa noite, após o pôr do sol, quando eu voltava para casa, vi uma cobra no caminho. Cheio de medo, gritei, “cobra, cobra!” Ao me ouvir, o empregado da casa saiu com uma lamparina na mão até o local onde eu estava. Com a luz da lamparina, descobrimos que a cobra era na verdade um pedaço de corda caído no meio da estrada. No escuro, a corda parecia ser uma cobra, e com a luz, a verdade foi revelada, e o meu medo da cobra imediatamente desapareceu. Quando estava escuro, o meu coração batia forte e o meu corpo tremia, mas quando havia luz, o meu medo se foi juntamente com a escuridão. De onde veio o meu medo? Qual foi a causa do meu medo? Sem dúvida a causa do medo era a ignorância. O meu medo resultou da escuridão, que me fez ver as coisas de forma incorreta.  Se eu estivesse andando na estrada à luz do dia, eu teria visto as coisas de forma correta; eu não teria medo da corda de palha, que acabei confundindo com uma cobra.

Confusão, dúvida e medo aparecem quando não há luz suficiente. Quando há luz, você pode ver tudo claramente. Por outro lado, quando está completamente escuro, você não pode ver nada. Quando não há nada para ser visto, não há nada para ser confundido, nada a temer. A confusão acontece na penumbra quando é possível ver algo, mas sem clareza. No exemplo acima, duas coisas aconteceram causando o medo. Primeiro, a corda não pareceu ser aquilo que era e, como resultado, foi percebida incorretamente como uma cobra. Em nossas vidas, somos frequentemente tomados pelo medo porque não vemos as coisas como elas realmente são. Assim, o primeiro erro que cometemos é não ter um correto entendimento da situação. O segundo é que projetamos a nossa imaginação e apreensão na situação, e tomamos conclusões incorretas. Estes erros são corrigidos ao iluminarmos o material, assim como na luz a cobra tornou-se uma corda. A habilidade de ver os nossos erros é importante, porque nós somos os únicos capazes de corrigi-los. A luz que nós precisamos é a luz do conhecimento, do amor e do entendimento; porque com conhecimento, amor e entendimento, libertamos a nós mesmos das nossas ilusões e dos nossos medos. Só assim podemos viver livremente.

Embora possamos nos tornar mais fortes ao compreendermos que a corda não é uma cobra, o medo de cobras ainda permanece na nossa mente. Por não termos conhecimento da nossa verdadeira identidade e do propósito desta criação, projetamos a nós mesmos como sendo algo diferente daquilo que realmente somos. Isso nos leva a ter um relacionamento diferente com o Criador e a Criação, que, por sua vez, leva ao medo. Por exemplo, por que devemos ter medo de cobras? Tudo o que existe na criação de Deus, e mesmo as cobras, tem sua beleza e um papel especial. Nós esquecemos isso e somos tomados pelo medo de que as cobras são venenosas e que podemos morrer com a sua picada. Este medo pode nos consumir. Cobras venenosas e outras criaturas normalmente não atacam se não as perturbarmos. Então, mesmo quando o medo de ser atacado possa ser compreensível, não é razoável assumir que sempre seremos atacados.

Havia um homem santo que vivia em um ashram, em Brindavan, que dividia o seu quarto com uma cobra. Numa noite escura de verão, ele se aproximou do seu pote de água. Quando ele tocou o pote, sentiu o corpo da cobra enrolado ao redor do pote. Ele disse calmamente, “Minha amiga, eu preciso beber um pouco de água.” A cobra se afastou. Quando ele terminou de beber, disse, “minha amiga, eu terminei de beber a água então, você pode voltar.” A cobra voltou para o pote de água. Ela permaneceu pacificamente com o homem por alguns dias, até que o dirigente do ashram entrou no quarto, viu que havia uma cobra lá e correu. Ao descobrir que o homem estava vivendo com uma cobra por muitos dias, o dirigente do ashram pediu que ele se mudasse para outro lugar.

Escuridão é ignorância, e na escuridão não há existência. Ou seja, quando está completamente escuro não vemos nada e não estamos conscientes do que está a nossa volta. Por exemplo, se uma pessoa nunca viu ou ouviu falar sobre tigres e não conhece a sua natureza, ela não sentirá medo ao ver um tigre. Se não existe conhecimento algum, não há motivo para temer.

O Brasil, o luto e o futebol

10/07/2014

Doeu. Doeu lá no fundo do peito, se é que existe uma expressão mais apropriada para expressar um sentimento de desolamento. Veio como uma pancada forte, ainda que esperada, mas não era de se imaginar tão violenta e brutal como foi. A ponto de massacrar e deixar os representantes do futebol brasileiro estirados ao chão.

Estou aqui apenas para expressar uma emoção. Ser comentarista esportiva jamais fez parte dos meus planos. Observo, de longe, o futebol. Nada de fanatismo. Gosto do jogo, da magia desse esporte e o que este promove entre pessoas de diferentes lugares e diversas culturas. Do brincar e do modo prazeroso de driblar o adversário e sair comemorando o gol, seja no quintal de casa, no campinho da rua, na quadra da escola, no time do coração ou na seleção do seu país.

Hoje, pela manhã, não vi nenhum clima de felicidade pelas ruas de Amsterdam, como o de costume das últimas semanas. Pensei: a magia do futebol se perdeu. Vi (nos cafés, nas calçadas, na padaria, na farmácia), rostos tristes, ainda que holandeses. Sabe o luto de quando alguém morre e fica a sensação de desgosto e tudo a volta fica apático? Deduzi que era apenas o reflexo da minha lástima pela derrota do jogo Brasil, na noite anterior. Ledo engano.

Os holandeses, que encontrei, lamentam o ocorrido e dizem que a Copa perdeu a graça. Obviamente não desejam o Brasil campeão e sim a Holanda. Mas, o placar vantajoso, de 7×1 para a Alemanha, não foi uma derrota, foi uma espécie de funeral. Os germânicos já haviam matado o Brasil em apenas 18 minutos.  Mas como em uma luta arrebatadora, mesmo vendo que o outro já estava nocauteado, ainda era necessário esmagar parte do crânio dos jogadores para ter certeza de que era o fim, moralmente, de uma nação. A luta era livre e os alemães souberam fazer com categoria, na classe.

Acredito que o futebol tem a magia de unir as pessoas e é isso que deve prevalecer. Basta ao estrelismo e ao egocentrismo de alguns jogadores que a imprensa cria e repassa como fonte absoluta da verdade. “O craque carregou o time nas costas até…” Como assim? Vi várias propagandas enfatizando apenas um jogador entrando em campo com se ele fosse a seleção. A palavra seleção se refere a um ato de escolha de acordo a um critério específico. Neste caso, os melhores atletas. Entretanto time quer dizer, união. Um grupo empenhado para um mesmo objetivo. É preciso equilíbrio entre a equipe, porque todas as posições são fundamentais para que o lance seja concluído e a jogada seja bem sucedida. Vimos isso claramente com a Alemanha.

O que “presenciamos” nessa terça-feira, 08 de julho de 2014, para mim, foi um completo desastre psicológico. Um espelho da atual sociedade. O Brasil estava cambaleando com as pernas desde o início da Copa do Mundo. Ainda assim, a paixão pelo futebol fazia a torcida desejar mais uma vitória. Um momento de alegria diante da calamidade que avassala o território brasileiro. Um país de desigualdades. Literalmente “tropical e bonito por natureza” mas, corrompido pelo poder sujo que coordena um lugar de 200 milhões de habitantes.

Talvez, agora, que já estamos na UTI com a porta aberta para o corredor do necrotério, seja tempo  para os governantes pensarem em um futebol limpo. Sem corrupção, sem violências ou negligências que se alastram cotidianamente. Que o poder público realize melhorias reais para o povo brasileiro, no que diz respeito a saúde, educação, transporte, segurança etc. Que o espetáculo ou a vitória dessa Copa seja o bem-estar do brasileiro.

Espero que as pessoas possam refletir. Porque, vergonha é saber que os direitos e deveres de um povo não estão sendo respeitados.  Vexame é querer trapacear seres humanos necessitados de atenção mínima enquanto cidadãos. Não podemos generalizar, mas, revolta é saber que muitos são guiados como mulas de cabresto sem nenhum contexto crítico próprio. Frustrante é ver que alguns hipócritas resolvem bancar o julgador e saem na “porrada” por pouca coisa. Derrota é tomar consciência de que, infelizmente, somos imaturos e nos falta preparação emocional. Nos falta estrutura para suprir as nossas adversidades e uma equipe para resolver os problemas nossos do dia a dia.

Sem dúvida há um nó na garganta.

Que o Brasil ainda tenha tempo de acordar do coma profundo. E que seja possível uma mudança para o benefício de todos. Para que as pessoas sintam-se em paz no próprio país. Que não tenham medo e que se sintam livres para ir e vir. Torço para que o Brasil evolua.

Mesmo com a sensação de que o futebol brasileiro morreu, prefiro sonhar, assim como o pássaro Fênix da mitologia grega, que o Brasil terá o poder de renascer das próprias cinzas. Que assim seja.

Por Edsandra Carneiro,

9/07/2014

Que violência é essa?

05/03/2013

Que violência é essa?

Chegamos ao ponto em que a desgraça do outro é espetáculo para os demais

Preparava um risoto e gesticulava com os braços enquanto conversávamos e ríamos de causos italianos quando ouviu súbito um noticiário na TV. Pairou a colher de pau no ar, bateu a mão direita na pia, retorceu o corpo, franziu a testa e afirmou séria olhando para mim: “Eu tenho medo de jornalista. Desculpe, sei que você é jornalista. Não sei como é em seu país, mas aqui na Itália eu não confio neles. Eles são perigosos e não respeitam ninguém. Fazem da dor de uma família um espetáculo. Invadem o seu espaço sem pedir permissão e quando você fala eles distorcem os fatos e publicam aquilo que querem. Eles não querem o seu bem…”. O semblante triste e os olhos marejados transpareciam o desgosto daquela italiana…

Não é a primeira vez que escuto alguém dizer que tem medo de jornalista. Diante do comportamento dos repórteres em duas tragédias (entre muitas outras) que ocorreram no Brasil há pouco mais de um mês, ouvi calada e não tive coragem de revidar o que aquela senhora me disse. Apenas refletir sobre a violência, em todos os sentidos, que estamos sofrendo dia a dia. Inclusive por quem faz o jornalismo.

O mês de janeiro foi marcado, para mim, pelo brutal assassinato do meu irmão no Rio de Janeiro, e o incêndio, no Rio Grande do Sul, que deixou 200 e tantos mortos. O Elton Leiva Carneiro, 29 anos, foi morto na madrugada do dia 14 enquanto dormia em um ponto de ônibus. Ele voltaria para casa pela manhã. Alguém com uma força macabra esmagou a cabeça e esfaqueou o corpo dele. Meu irmão dormia de lado com uma mão debaixo da cabeça e a outra próximo ao peito. No sono profundo em que estava lá permaneceu. A pancada foi tão intensa e precisa que o corpo não se mexeu. As pernas permaneceram uma sobre a outra na mesma posição em que se está dormindo…

O que leva alguém a cometer um ato como esse? Não cabe a mim ou a minha família investigar ou julgar quem fez isso com o Elton. Por mais doloroso que seja, nada vai trazer ele de volta. Mas cabe a mim questionar como a notícia foi divulgada.

Estava de passagem por Amsterdam quando recebi o telefonema da minha mãe, aos prantos, dizendo que uma mulher anônima havia ligado e dito sem rodeios: “Mataram o seu filho. O seu filho está morto aqui…” Cheguei a pensar em um trote. Ouvi atentamente as poucas informações que a minha mãe conseguiu prestar atenção e liguei para várias delegacias Civil e Militar da capital do Rio e da cidade de Campos, hotel etc, até chegar ao celular do policial que estava no local e confirmar que aquele corpo que estava estirado no chão, sem documentos, tinha um nome e era parte de uma família. Foi difícil acreditar, mas era de fato o meu irmão.

Enquanto percorria as informações sobre o homicídio e a minha família seguindo para o local, um jornal carioca estampava na página online a foto do corpo do meu irmão, com outro nome e informações completamente desencontradas. Soube disso por meio de familiares, no Espírito Santo, que faziam uma busca na internet porque sabiam, como me disseram, que os jornais publicariam algo de imediato.

Será que este indivíduo que publicou a notícia apurou a informação? Ou será que este sujeito empolgado com o furo da notícia bombástica e impactante resolveu vender a informação de imediato de modo que fosse acessada e compartilhada por milhares? Será que se deu ao trabalho de lembrar que do outro lado desse espetáculo sombrio existe a dor de uma família? Por que este indivíduo não procurou o meu irmão caçula ou os meus pais que foram ao local para reconhecer e liberar o corpo do Elton? Porque se faz um estardalhaço tão grande diante de uma tragédia?

A minha reação foi pedir aos familiares para não acessarem aquela notícia no computador da minha mãe e proibir que comentassem a matéria com a mesma. Ela foi ao local, mas permaneceu no carro como me prometeu. O meu pai saiu do carro para ver e entrou em estado de choque emocional. Quanto ao jornal, foi apenas mais uma decepção entre tantas outras. No dia seguinte, quando a notícia foi publicada no jornal impresso parte das informações havia sido modificada. Ainda assim, apenas um exemplo, na internet ele era Marco de Cachoeiro de Itapemirim, e no impresso era Elton de Guarapari. A verdade é: Elton, nascido em Cachoeiro de Itapemirim e morador de Marataízes, ES.

Você pode dizer: isso é só um detalhe. Eu sei que é apenas simbólico, mas esse jornalismo sem escrúpulos com a intromissão de vidas privadas para chamar a atenção precisa ser barrado. Aprendi com Mazzini que a Ética Jornalística “diz”: objetividade, veracidade, precisão e imparcialidade.

A história italiana é sobre uma garota de 13 anos que desapareceu em novembro de 2010 na cidade de Brembate di Sorpa, na região da Lombardia. Dias depois do sumiço da menina, um programa de TV sensacionalista divulgava ao vivo que haviam encontrado o corpo da adolescente e estavam indo ao encontro dos familiares. Um choque para aqueles que ainda tinham a esperança da garota estar viva. A notícia era falsa. O corpo da garota só foi descoberto três meses depois. Até hoje os assassinos não foram encontrados. “Não tenho muito estudo. Posso ser uma ignorante para muitos, mas para mim alguma coisa só pode ser dita quando for comprovado que é verdade. Diga-me, estou errada?”. Tiziana me questionou com a voz embargada. “Não, a senhora está certa”. Respondi.

Citando Santa Maria (a história completa vocês sabem muito mais), do mínimo que acompanhei de longe vi que poucas horas depois da tragédia, a imprensa e algumas autoridades citavam as possíveis causas e responsáveis pelo incêndio na boate Kiss. Mas o que me chamou atenção foram as condenações imediatas dos culpados, entre eles os seguranças. Momentos seguintes surgiam considerações dizendo que eles eram heróis. Como ser vilão e herói ao mesmo tempo?

É isso o que eu não entendo. Espera um pouquinho e faça a apuração dos fatos como ela deve de ser feita. Escute as duas ou mais partes envolvidas. Ouça. Apenas ouça o que o outro tem a dizer. Isso não quer dizer somente em palavras. Tudo a sua volta pode falar…

Que concepções superficiais de jornalismo são essas? O que nos impede de ouvir o outro? Perguntas simples como “O quê? Quem? Onde? Como? Porquê?” Aonde ou onde foram parar?

Eu gostaria que os repórteres se recordassem que a notícia deve ser feita com isenção. Não com achismos de quem escreve. Porque se fala tanto? Escreve-se tanto nas redes sociais, nos sites… Dizem que estamos tão interconectados a tudo mas ao mesmo tempo sinto que estamos tão distantes de princípios éticos singulares do cotidiano.

Aos 19 anos trabalhava em um redação e por não concordar com o jornalismo que presenciava resolvi cursar uma faculdade em busca de qualificação. Sim, na faculdade professoras como Emilia Manente e Ana Meneguelli me ensinaram que alguns dos princípios básicos do jornalismo é saber ouvir e observar. E hoje tenho visto os jornais como aquela brincadeira do telefone sem fio. A informação sofre um ruído e é repassada de forma distorcida.

Lembro que logo depois de produzir um documentário (com a Sandra e a Marina) sobre o jornalista José Hamilton Ribeiro uma fala minha foi publicada completamente alterada. A frase “…tentar fazer um pequeno documentário sobre o Zé…” saiu “…fazer um ótimo documentário…”. Algo muito presunçoso para uma mera estudante de comunicação.

Quando era estagiária em uma TV torcia calada para que algumas pautas de polícia caíssem (não serem divulgadas). Uma torcida em vão porque a linha editorial do jornal era polícia. Eu não conseguia compreender porque as pautas de cultura, lazer ou qualquer outro projeto, que para mim incentivariam o bem, eram substituídas pela violência. Tanto no impresso como na televisão. Um colega uma vez me disse: “Querida, acorda! Você não percebeu que violência vende?”.

Que violência é essa? Até quando vamos continuar espremendo sangue nos noticiários? Até quando a morte de um cidadão será dada como show de informação?

Devemos ser informados de tudo? Sim. Mas existem diversas formas de noticiar algo de maneira responsável. Sem afetar o outro.

Quer exemplos? Eu ainda acredito no jornalismo do José Hamilton Ribeiro (minha inspiração desde criança e hoje um amigo), do Ricardo Kotscho, da Eliane Brum e tantos outros bons. Daquele jornalismo que sabe o valor da escuta. É possível? Basta ver que eles ainda estão aí trabalhando e exercendo a profissão com qualidade e respeito.

Repito, nada vai trazer o meu irmão de volta. Muito menos amainar a dor da minha mãe, um senhora de 69 anos que… Ela é mãe. Ponto. Esta palavra já descreve o bastante. Ou desfazer o estado de choque do meu pai, que também já sofreu uma tentativa de homicídio enquanto trabalhava. Local que eventualmente era assaltado. A conseqüência, uma aposentadoria por invalidez.

Por telefone ouvi: “A investigação concluiu que o seu irmão foi confundido como um morador de rua. O que leva a crer que o crime foi cometido por um grupo exterminador de mendigos… Você sabe né, agora aqui no Brasil tem muitos…” Um silêncio, um vazio e um sufoco impotente, se assim posso me expressar, tomaram conta de mim. Atônica, respondi: “Pelo o que eu sei o meu irmão não era um morador de rua. Uma morte assim deve ter um motivo…”. “Sim, entendo. Mas esses são os fatos. Não podemos fazer mais nada agora. Vamos aguardar…”, respondeu o investigador da Polícia.

E se o Elton fosse um mendigo, deixaria de ser cidadão?

São atos de violência impunes.

Com a revolta e a angustia, principalmente do meu irmão caçula, a frase em um tom desolado que pronunciamos é: “Deixa para lá…” O que podemos fazer? Em quem podemos confiar? A quem recorrer? Querer fazer justiça pelas próprias mãos é vingança e isso não vale a pena. A nossa vida continua. Queremos paz. Na fé da minha mãe, existe uma Justiça Divina que não é tardia e nem falha.

Na verdade, falta segurança para exercitarmos o direito de ir e vir. No Brasil, diz a Constituição, que todo o cidadão é igual perante a lei. Digno das mesmas oportunidades. Será?

Meu irmão não era um santo. Era um homem livre e trabalhador que amava o mar. Quando não estava pescando, viajava o Brasil de carona. Costumava fazer “bicos” na construção civil ou em algo que “descolasse” uma “grana” para sobreviver. Tinha o vício da bebida e era usuário de algumas drogas. Motivo esse de preocupação e discussões entre nós dois. Contudo, da última vez que nos falamos pelo skype ele me surpreendeu ao dizer: “Sandra, você não sabe mas tenho muito orgulho de você. Eu não quis continuar estudando e você aproveitou a oportunidade. Isso mesmo, vá em frente e exerça bem a sua profissão… “

Por ironia, a mesma tecnologia que se usa para publicar notícias ao vento me proporcionou comunicar com a minha família durante todo o velório e assim pude ver o rosto do meu irmão no caixão. Quem fez a maldade ainda deixou os olhos e a boca dele para serem vistos.

Há mais de um ano não apuro nem escrevo, não exerço o jornalismo. Os emails de amigos se acumulam. Faz um tempo eu optei pelo silêncio. Mudei para uma vila no alto de uma montanha. Lavo pratos em um restaurante italiano. Dei um tempo a mim mesma. Busco equilíbrio. Quero conhecer o outro para conseguir entender quem eu sou: minha cultura, minha origem, minha profissão… Gosto da diversidade e de viver em alteridade. Perdi minha identidade. Cansei dos rótulos. E passei a renunciar. A dizer não. A selecionar o que quero e o que eu não quero.

Quando ainda estava no Brasil, trabalhando como jornalista, presenciei dois acidentes de trânsito em menos de um ano, sendo um grave que me resultou nas duas pernas fraturadas e um pé esmagado. Entre os feridos, dois universitários morreram naquele ônibus, em 16 de outubro de 2010.

Sou grata ao trabalho excelente dos dois médicos que me atenderam (público e particular) e a todos os profissionais e amigos que me ajudaram. Hoje caminho normalmente. Todavia, recordo que depois da primeira cirurgia, ainda no hospital público, o médico disse que se eu permanece lá uma perna poderia ser amputada por falta de recursos… O seguro do ônibus alugou uma ambulância e fui transferida para um hospital particular. Consegue imaginar passar mais de seis horas de viagem entre Rio Bonito, no Rio de Janeiro, e Vitória, no Espírito Santo, mastigando paracetamol e mordendo um lençol para suportar a dor ao sentir os ossos rangerem com o balanço do carro? Isso porque esqueceram de me medicar antes da transferência e na ambulância de transporte não havia medicamentos, somente paracetamol. Quando cheguei no hospital particular, não quiseram me atender de imediato. Deveria esperar porque eu não havia os documentos (saqueados no acidente) e algumas questões burocráticas deveriam ser ajustadas… Prestar socorro ao próximo sem distinção, ainda existe isso?

Você está lendo apenas um relato particular. Sabemos que são milhões de descasos e impunidades que estão à nossa frente. Uma deficiência crônica que existe no sistema educacional, na saúde, na segurança e nos meios de comunicação.

Jornalistas, hospitais e policiais. Existem? Sim. Eles estão aí. Há uma boa parcela de bons. Mas a grande parte funciona pela metade ou é apenas uma representação. O que a gente pode fazer para mudar isso? Gostaria de acalmar o medo da Tiziana, o meu e o de muitos outros.

Espero que a (nossa) estupidez humana dê lugar a (nossa) responsabilidade.

Obrigada por ter lido este email.

Edsandra Carneiro

E-mail recebido da amiga Edsandra Carneiro em 18 de fevereiro de 2013 e publicado aqui com o seu consentimento.

Obrigada Ed, por nos conceder uma reflexão por meio de fatos da sua própria vida!

Como eu disse pra ela própria, ao ler seu email lembrei de um vídeo que tinha assistido recentemente, de uma jornalista sensata, que também desabafou, mas ao vivo no telejornal:

Regra do impedimento – p/ mulheres!

27/06/2011

Hello people!!

Meninas do meu Brasil, essa é pra vcs!!! rsrs

Para todas aquelas que como eu não entendem muito ou nada de futebol rsrs

D+, né? huaehau

Bjao!! Thanks pela visita!!!

Agradecimento: a meu namorado Rafael que me mostrou isso pra me zuar mas tá valendo!!! rsrs Te amo, bb!

Veja o restante em:

Retirado de: http://mentirinhas.com.br/10aprendendo-com-o-coala-10/

De volta…

27/06/2011

Pois é… tava relendo o útimo post que deixei, quando estava com o coração partido e agora, com o coração e a alma renovados, por um amor-mais-que-perfeito (nada melhor, né??), recomeço a postar por aqui.. =]

(L) Te Amo Rafael!!! sempree (L)

em sua homenagem kkkk

 

Um amigo me disse…

16/01/2011
…  que o Amor ….. é forte
que Amar ……….. o coração sabe …. paixão ………… engana
que a paixão engana o coração
e a paixão passa
o amor não passa
Que o amor é cuidar
é você querer o bem
Que amar é você se preocupar
amar é gostar de estar perto e promover ações para estar perto
E que quando se ama …… e você está se sentindo sozinha …. carente ………… a pessoa que você ama ….. é a pessoa que você pensa
que você liga”
Mais uma definição do que é o amor e o que é a paixão. Não é SÓ mais uma, é UMA opinião. Que pode ser absorvida e misturada com todas as outras que já temos em mente, pra tentar entender as coisas do coração.
Mas (que bom!), não há uma verdade absoluta, uma definição perfeita sobre sentimentos tão abstratos quanto esses.
Então, não vou tentar entender, vou viver!
Quebrar a cara, faz parte.
Magoar ou ser magoado, faz parte.
Amar e não ser amado, faz parte.
Viver um amor, recíproco, parece sorte. Mas apenas tinha que acontecer. E ser eterno enquanto durasse.

A TIRINHA QUE EMOCIONOU O MUNDO!

06/12/2010

"A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta." S.Gautam

Quando você era bem pequeno…

…eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições…

… ensinando você a se vestir, amarrar os cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa…

Limpando-o quando você sujava suas fraldas lhe ensinando a lavar o rosto, a se banhar, a pentear seus cabelos…

…lhe ensinando valores humanos…

Por isso…

…quando eles ficarem velhos um dia…e seria bom que todos pudessem chegar até aí (não preciso explicar…não é?)

…quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder…

…não se chateie com eles…

…quando eles começarem a esquecer de fechar botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato…

…quando eles começarem a se sujar nas refeições…

…quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo…

…por favor, não os apresse…porque você está crescendo aos poucos, e eles envelhecendo…

…basta sua presença… sua paciência… sua generosidade… sua retribuição…

…para que os corações deles fiquem aquecidos…

…se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito…

…segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada… da mesma forma como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar…

fique perto deles…assim como…

…eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você… torcendo por você…

e vivendo "POR VOCÊ"


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